Mesmo no verão(em minha alma), não faz Sol todos os dias, às vezes chove. Estamos no inverno(estação do ano) e lá fora faz Sol, mas está chovendo aqui dentro de mim. Sinto meu corpo cansado, arqueado a voz embargada e sem força. Tenho a sensação de que tudo está sendo em vão, é como se as feridas que se abriram, ainda não tivessem cicatrizado. E a toda hora, estamos arrancando as cascas e deixando expostas nossas dores. Estou muito triste, e não tem explicação, é a tristeza por si só, sem tradução, sem cifras.
Parece que a paz somente, não é o suficiente para trazer a felicidade que desejamos. Eu estaria feliz, se soubesse que estou fazendo feliz a quem importa. Tenho me empenhado ao máximo para isso, mas perece que não o suficiente.
Ouço em minha mente o trecho de Andréa Dória: " Mas percebo agora que o teu sorriso, vem diferente, quase parecendo te ferir. E eu não queria te ver assim, quero a tua força como era antes, o que tens é só teu e de nada vale fugir, não sentir mais nada".
É de improviso que vivemos nossos dias, um de cada vez. Fazemos um hoje melhor do que o ontem, acreditando que no futuro teremos construído algo em definitivo. Mas às vezes, vem o medo e nos domina, vem a fraquesa e nos cerceia, vem a dor e então fingimos.
Fingimos estar tudo bem para que o outro não perceba e não se sinta responsável por uma nova crise. Mas se não estamos bem, a crise já existe! E não adianta ignorar.
Temos que nos expor, se quisermos ser felizes. Se expor é correr o risco de ganhar ou perder, de construir ou destruir, de aproveitar ou desperdiçar uma chance que a vida nos dá. Os resultados são sempre imprevisíveis, mais ainda acredito, que o mais importante é a atitude que tomamos diante da vida e não o resultado delas. Para mim, pior é conviver com a sensação de que sabia o que tinha de fazer e não fiz, pior é perceber que não fiz algo, por ser o resultado previsível, porém incontrolável, o que se caracteriza como medo. Sim eu tive medo. Mas também tenho coragem, para ir até o fim na minha escolha de fazer dar certo as nossas vidas, e terei coragem para reconhecer, se algum dia, não houver mais chances.
Eu vejo que criei em ti, fraquezas que antes não existiam, e isso dói. Porquê sei o quanto sou responsável. Mas sei também, que não sou a única, e não me sinto culpada. Quando algo vai mal, todos têm sua parcela de culpa.
Estou falando demais, falando de coisas que são minhas e suas, nossas. Mas que são de todos também, porque todos estão vivos e pensam e sentem como nós. Não quero me trancar com meus pensamentos e sentimentos, já criei solidão demais para mim. As portas da minha vida estão abertas à tantas pessoas, e ninguém ainda, quis entrar.
Por isso vou escrevendo neste lugar, pois mesmo que ninguém leia, pelo menos, tenho a ilusão de que estou sendo ouvida. De que há alguém em algum lugar que se importa em saber como me sinto. E dou conselhos a mim mesma, me consolo e encontro respostas aonde ninguém mais pode encontrar.
Enquanto chove, as janelas ficam fechadas, bloqueando também, a entrada do ar. Deve ser por isso, que está tão difícil respirar. Mas quando o sol nascer, as janelas vão se abrir, então o ar poderá entrar, um sopro de alegria entrará pela fresta, se irradiando pela alma. E a verdade, é que não importa a estação, sempre tem chuva e tem Sol, tudo é energia que vem da vida.
E da vida, eu quero tudo o que há de bom, já que o que há de ruim é, quase sempre, inevitável. Então, eu quero é força para enfrentar...
Há dias em que nosso coração decide refletir. Não que haja uma razão exata, ele apenas escolheu esse dia e pronto. Não é necessário que algo esteja acontecendo de verdade... Se pensarmos bem, nem a tristeza é real. A tristeza é uma opção. Os eventos se dão, tudo acontece o tempo todo independente de como isso nos atingirá. Triste, feliz, indiferente... Escolha a roupa e as cores que lhe cair bem hoje, mas não se esqueça de variar o guarda-roupa de vez em quando. Luz e força.
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